Em Jundiaí, lodo de esgoto é transformado em fertilizante e empregado na agricultura

O lodo de ETEs, na maior parte das cidades brasileiras é depositado em aterros sanitários, no município de Jundiaí, passa por um processo bem-sucedido, tornando-se exemplo para outras gestões municipais.

19 / 9 / 2021

O lodo de esgoto, resíduo do tratamento realizado na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Jundiaí, localizada no Jardim Novo Horizonte, é transformado em fertilizante, um produto com emprego seguro na agricultura. Essa é uma solução alternativa para um dos grandes desafios das cidades: a gestão de resíduos sólidos, para prolongamento da vida útil de aterros sanitários e valoração de resíduos com a reinserção no ciclo produtivo.

Além de trazer para a prática o que a legislação exige, as políticas ambientais e sanitárias caminham, cada vez mais, para que as empresas, públicas e privadas, tenham uma atuação transparente e concreta na preservação da natureza.

O lodo tratado, proveniente das estações de tratamento de esgoto, que na maior parte das cidades brasileiras é depositado em aterros sanitários, no município de Jundiaí, passa por um processo bem-sucedido, tornando-se exemplo para outras gestões municipais. Sendo um material rico em matéria orgânica e nutrientes, apresenta um grande potencial de utilização na agricultura como fertilizante orgânico. Com o objetivo de aproveitar seu potencial benéfico e ao mesmo tempo eliminar os riscos ambientais de sua disposição, a Companhia de Saneamento de Jundiaí (CSJ) implantou um sistema de compostagem termofílica do lodo sanitário, processo pelo qual o mesmo é misturado às podas urbanas picadas, geradas na cidade de Jundiaí, bagaço de cana-de-açúcar, cascas de eucalipto, entre outros resíduos orgânicos, submetidos ao revolvimento mecânico e oxidação promovida por uma intensa atividade de microrganismos. Neste processo, devido à ocorrência de temperaturas acima de 55ºC, por mais de 30 dias, todo o material é higienizado, eliminando organismos patógenos, dando origem ao fertilizante orgânico.

O lodo proveniente da ETE Jundiaí, construída e operada pela Companhia de Saneamento de Jundiaí – CSJ é encaminhado à TERA Ambiental Ltda, empresa responsável pela compostagem termofílica desse material.

O fertilizante orgânico é comercializado para paisagismo, produtores de citros, eucalipto, cana-de-açúcar, flores, café, frutíferas, reflorestamento, entre outros.

FONTE: Prefeitura de Jundiaí